Tecnologia criada por brasileiros potencializa geração de energia em até 3x ao imitar kitesurfe

A energia eólica segue em expansão no Brasil e, com o crescimento, pipocam também tecnologias que visam tornar o processo de geração desse tipo de energia limpa mais eficiente.

No sul do país, os pesquisadores Alexandre Trofino e Marcelo De Lellis, da Universidade Federal de Santa Catarina, lideram estudos de uma tecnologia que promete ampliar em até três vezes a eficiência dos sistemas de produção de energia eólica.

Como? Basicamente, substituindo as famosas turbinas com pás por um equipamento inspirado na vela de kitesurfe.

O motivo é simples: as turbinas convencionais se limitam a uma altura média de 120 metros, enquanto o alcance médio de uma vela de kitesurfe é de 700 metros.

Assim, ao trocar o equipamento, é possível ter acesso a ventos mais altos – que são mais rápidos e mais constantes – e, dessa maneira, triplicar a geração de energia eólica.

Batizado de UFSCkite, o equipamento é composto basicamente por duas partes: uma unidade de solo e uma unidade de voo, que fica acoplada à vela que se assemelha a do kitesurfe.

As duas extremidades são conectadas por um cabo que garante que o equipamento faça movimentos similares ao de um praticante do esporte para explorar ao máximo o potencial do vento ao seu favor. 

Foram seis anos para construir um protótipo completo da tecnologia. Agora ele está pronto e os pesquisadores trabalham em aperfeiçoamentos para garantir o melhor funcionamento do equipamento, bem como que esteja 100% de acordo com os regulamentos do setor.

A expectativa é de que, a partir de 2024, seja possível começar a conversar sobre a comercialização em larga escala da tecnologia.

Já pensou trocar as convencionais turbinas de geração de energia eólica por velas coloridas no céu?