Que tal virar árvore quando morrer? Cemitério oferece biournas que viram plantinhas

Que tal virar árvore quando morrer? Cemitério oferece biournas que viram plantinhas
23 set 2015

Ipê-amarelo, quaresmeira, manacá… Já pensou em virar uma árvore quando partir? Este é o convite do Cemitério e Crematório Horto da Paz, localizado na cidade de Itapecerica da Serra, em São Paulo.

A empresa criou em suas dependências um bosque, batizado de Paz e Vida, onde os familiares têm a opção de “plantar” as cinzas dos entes queridos que partiram, podendo assim manter sua memória viva.

Como? Simples! As cinzas são depositadas em uma urna ecológica, feita de fibras de coco, que contém também sementes de alguma espécie de árvore nativa da Mata Atlântica. Com o passar do tempo, a estrutura se biodegrada e as cinzas ali colocadas viram adubo para a terra onde a planta se desenvolverá. Uma bonita simbologia, não?

O bosque Paz e Vida já possui mais de 300 árvores. Segundo a administração do cemitério, um número cada vez maior de famílias opta por esse tipo de despedida. O plantio pode ser acompanhado por todos – assim como nos enterros convencionais -, mas as árvores não ganham qualquer tipo de identificação. Apenas os familiares guardam, na memória, o local que escolheram para florescer a planta (e podem visitá-lo sempre que quiserem).

Quem aí gostaria de virar uma árvore quando morrer?

Foto: Cássio Abreu/Creative Commons



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Cofundadora do The Greenest Post, Débora Spitzcovsky é especialista em Sustentabilidade, com foco em Comunicação, Voluntariado e Desenvolvimento Local

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