Categorias: Animais

Presos confeccionam casinhas para proteger animais de rua do frio (e ganham redução de pena)

Eles são companheiros e não abandonam seus donos por nada, o que não significa que também não estejam sofrendo com o frio. Na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, o presídio local
implementou iniciativa que visa oferecer um pouco mais de dignidade aos animais de estimação dos moradores em situação de rua.

Os detentos que vivem no local estão confeccionando casinhas para proteger esses bichinhos do frio. E o mais legal é que eles utilizam madeira usada, doada pela própria comunidade.

Criado há cerca de dois meses, por enquanto o projeto conta com a participação de três detentos, que pelos serviços prestados à comunidade estão ganhando redução de pena. A cada três dias trabalhando na marcenaria, eles garantem um dia a menos na cadeia.

Até o momento, cerca de 50 casinhas foram construídas para os bichinhos. As estruturas são espalhadas pelas ruas da cidade pela própria administração do presídio, em pontos com grande concentração de animais e moradores em situação de rua. Há ainda casos de pessoas que vão à penitenciária encomendar casinhas para bichos abandonados que vivem ao redor de suas casas.

De um jeito ou de outro, todos saem ganhando! Os presos, que têm a oportunidade de ocupar seu tempo e ainda aprender um novo ofício, e os animais de rua. Em meio a tanta desumanidade, um pouquinho de amor para esquentar esses peludos e o coração de seus donos… ❤

Débora Spitzcovsky

Cofundadora do The Greenest Post, Débora Spitzcovsky é especialista em Sustentabilidade, com foco em Comunicação, Voluntariado e Desenvolvimento Local

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Veja Comentários

  • Parabéns para este pessoal, que de uma forma ou de outra, estão ajudando a nossos animalzinho abandonado pelo os seus donos sem coração.

  • Ótima atitude , todos os presidios tinham q fazer isso .O governo tinha por obrigação dar algo para os presos poderem fazer , aprender uma profissão.

  • não pq fez a casinha...mas o detento tem (infelizmente) o direito de trabalhar e receber pagamento durante sua pena...entendam...o apenado fazendo bolinha de totoca consegue reduzir a pena...ou seja... ele recebe para fazer as casinhas...então elas não saíram de graça...isso não foi "consciência social" muito menos altruísmo...que seja dito..

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Débora Spitzcovsky

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