ONU ajudará projeto de descontaminação de área onde operou maior lixão a céu aberto da América Latina

ONU ajudará projeto de descontaminação de área onde operou maior lixão a céu aberto da América Latina
02 maio 2020

Por ONU

Projeto CITinova busca elaborar um diagnóstico de contaminação do que foi o maior lixão a céu aberto da América Latina, o Lixão da Estrutural em Brasília, fechado em janeiro de 2018. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) implementa o projeto, que é uma realização do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com o apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e demais parceiros.

O acúmulo de resíduos, durante o período de 50 a 60 anos em que o lixão operou, gerou impactos sobre os corpos hídricos que convergem para o Lago Paranoá. Foram cerca de 40 milhões de toneladas despejadas no local, em processo de deposição irregular de rejeitos em área localizada na divisa com o Parque Nacional de Brasília.

Início do estudo possibilitado pela parceria foi apresentado pela Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA-GDF), coexecutora do CITinova, em Brasília, no dia 26 de novembro. Projeto possibilitará a apresentação de propostas ao governo de tecnologias mais adequadas para o efetivo controle da contaminação e remediação dos danos causados.

A elaboração de diagnóstico de contaminação e de proposta de remediação do que foi o maior lixão a céu aberto da América Latina é uma das ações do Projeto CITinova.

O início desse estudo foi lançado pela Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA-GDF), parceira coexecutora do CITinova, em Brasília, no dia 26 de novembro.

O projeto multilateral é realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como agência implementadora.

Projeto CITinova
O estudo será conduzido pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) com especialistas da Universidade de Brasília (UnB) e supervisão da SEMA. O prazo de execução é de 12 meses e orçamento de R$ 1,3 milhão.

O coordenador-geral do Clima do MCTIC, Márcio Rojas, destacou a importância da parceria que possibilitou a contratação dos estudos.

“Temos uma enorme expectativa de, ao final do projeto, obtermos resultados concretos que irão impactar positiva e diretamente o Parque Nacional e os cidadãos de Brasília, como eu, também filho de Brasília”, afirmou Rojas, presente no evento de lançamento, em 26 de novembro, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, em Brasília.

O acúmulo de resíduos, durante o período de 50 a 60 anos em que o lixão operou, gerou impactos sobre os corpos hídricos que convergem para o Lago Paranoá. Foram cerca de 40 milhões de toneladas despejadas no local, em processo de deposição irregular de rejeitos em área de 200 hectares localizada na divisa com o Parque Nacional de Brasília.

Para o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, os estudos representam uma vitória para o governo do Distrito Federal: “Finalmente vamos enfrentar um problema que foi se avolumando pela deposição irregular do lixo produzido pela população, desde a inauguração da capital federal, ganhando contorno mais grave nas últimas décadas”, avaliou.

Esses estudos darão subsídios para a elaboração do termo de referência para o Projeto de Recuperação da Área Degradada (Prad), responsabilidade do Brasília Ambiental.

Remediando danos e recuperando áreas degradadasOs estudos terão dois enfoques ao longo do trabalho: o diagnóstico e os testes-pilotos para a apresentação de propostas ao governo do Distrito Federal de tecnologias mais adequadas para o efetivo controle da contaminação e remediação dos danos causados.

Para isso, Eloi Guimarães Campos, coordenador técnico do estudo e professor da UnB, explicou que as ações irão se concentrar no tratamento do chorume; na fitorremediação com plantio de especies nativas e exóticas, que possam reter metais identificados no solo; e no enclausuramenteo do chorume para evitar que continue se espalhando; além do uso dos dados na elaboração do Prad.

“Queremos responder perguntas ainda sem respostas, como a rota do chorume e como tratá-lo de uma forma economicamente viável”, sublinhou o professor.

Para Nazaré Soares, coordenadora do CITinova no âmbito da SEMA-GDF, testar experiências inovadoras em uma área tão grande como o Lixão no DF é um desafio muito importante: “Tudo que será testado aqui poderá servir de referência para vários outros locais”, pontuou.

Participaram também do lançamento dos estudos o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos, Jair Vieira Tannus Júnior, e a subsecretária de Assuntos Estratégicos, Alessandra Andreazzi Peresa – ambos da SEMA; a diretora do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Regina Silvério; o subsecretário de Estruturação e Gestão de Projetos da Secretaria de Projetos Especiais do GDF, Eduardo Amaral da Silveira; entre outros pesquisadores, estudiosos e especialistas da área.

Foto: Dênio Simões/Agência Brasília



Redação
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