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O 1º supermercado brasileiro em que clientes podem trocar lixo reciclável por comida

O Acre existe SIM – e está dando um banho de sustentabilidade nos demais Estados do país. A região acaba de ganhar o primeiro supermercado brasileiro em que é possível comprar comida com lixo reciclável.

Isso porque o estabelecimento, batizado de TrocTroc, oferece aos clientes a possibilidade de trocar PETs, latas de alumínio e lacres de garrafas plásticas por qualquer produto vendido no mercado.

Cada quilo de material reciclável vale R$ 0,50 em compras. Caso o cliente traga os resíduos já limpos e amassados, facilitando sua reciclagem, o valor do bônus tem acréscimo de 20%.

Nas prateleiras, artigos como frutas, grãos, legumes e verduras – tudo produzido localmente, a fim de valorizar os produtores rurais da região.

Aliás, não são só eles que estão sendo empoderados com a iniciativa. O TrocTroc foi idealizado por Marcelo Valadão, presidente da House of Indians Foundation – uma entidade internacional que luta pelo respeito e preservação da cultura indígena e que, não por acaso, deixou o supermercado aos cuidados de membros da tribo Ashaninka, a fim de fomentar a economia local e valorizar seus costumes de troca.

Já pensou quantas pessoas Brasil afora que, atualmente, estão em situação de vulnerabilidade – como moradores de rua – poderiam ser ajudadas, caso a moda do supermercado TrocTroc pegasse?

Foto: Divulgação

Débora Spitzcovsky

Cofundadora do The Greenest Post, Débora Spitzcovsky é especialista em Sustentabilidade, com foco em Comunicação, Voluntariado e Desenvolvimento Local

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Veja Comentários

  • Legal! Um kg de latinha de alumínio custa em média 3,00 no mercado. O estabelecimento recebe por 0,50. Até eu que sou bobo deixaria pagarem com lixo reciclável.

    • Pensei exatamente isso, Vinicius e fui pesquisar. A exploração disfarçada de boa prática.
      Provavelmente essa "ong" estrangeira, opera com recursosvindos do exterior; se instalam em rregiões inóspitas e viram heróis.

  • BELA ATITUDE DESTE SUPERMERCADO QUE TROCA O LIXO POR MERCADORIAS,SÓ QE NÃO É O PRIMEIRO NO BRASIL ,AQUI NA MINHA REGIÃO EM NOVA RESENDE MG ,JA EXISTE UM A ANOS,PROCUREM SE INFORMAR,ABRAÇOS

  • É quase bom, não fosse o fato de que o Kg da latinha de alumínio tá mais de R$3,00 e das garrafas PET mais de R$0,80. Os clientes não-catadores vão "vender" o material pro mercado a preço irrisório, deixando de fornecer para os catadores que sabem exatamente quanto vale cada coisa. No fim, quem ganha é o mercado, quem perde é quem mais precisa, que vai encontrar maior dificuldade em encontrar sucata.

    • Temos que analisar que são produtos locais e muitas vezes produzidos pela agricultura e industria familiar. Desse modo devemos valorizar os pequenos e não enriquecer as grandes empresas que fornece pro Brasil o que é "pior" e exporta o de melhor qualidade ou também pq importam os produtos secundários, sendo que a produção primária partiu daqui.

    • Mas de qualquer forma o incentivo é bacana... A maioria das pessoas simplesmente jogam fora os lixos e nunca separa nada... Isso é um grande incentivo. Mas é claro que eles não vão deixar de ganhar... até porque precisam manter o estabelecimento.

  • Uma dúvida... qual o valor dos produtos? Pq com o preço de 50 centavos pra cada QUILO de recicláveis, imagino que com os preços habituais (pelo menos os praticados em grandes cidades), seria especialmente difícil comprar mais do que um ou dois produtos lá e com muito esforço utilizando-se da troca.

  • Bom dia!
    Esta idéia deveria ter chegado já, há mais tempo; porque o lixo em nosso país é um dos mais rico.
    Eu e minha esposa estamos também entrando com a arte de reciclagem, na tribo guarani do rio silveira, em são sebastião SP.
    O intuíto não é mudar o estilo da arte desenvolvida por eles, mas acrescentar algo novo seguindo os mezmos traços e a característica indígena.
    Cremos aue vai dar tudo certo.

  • Precisam reciclar a mentalidade dos brasileiros. Claro que toda ação precisa de ajustes para chegar ao agrado da maioria. Expresso minha gratidão pela iniciativa.

    • É assim mesmo...geralmente os que mais criticam são os que menos fazem...mesmo que o intuito fosse só preservar o meio ambiente já estaria valendo a iniciativa
      Pessoas concientes não precisam ganhar para cuidar de seu lixo...o benefício é para o Planeta

  • pessoal não vamos esquecer que o apelo e a ideia é de sustentabilidade, aumento na coleta e reciclagem de resíduos.
    Em relação ao preço cobrado não vamos esquecer que o mercado tem custos com empregados, luz, agua, etc...

  • Acredito que esse supermercado, trocando suas mercadorias por R$ 0,50/kg de recicláveis, se enviasse esses mesmos materiais para o sudeste do Brasil, vendendo a R$ 3,50 o kg e pagando frete e impostos, apuraria pelo menos a metade em lucro.Supermercado não tá bobo hein, mas vale a proposta, que logicamente precisa de um grande polimento.

  • Bom dia Débora Spitzcovsky! Que bom que iniciativas assim se espalham pelo Brasil! Algumas pessoas nos marcaram em compartilhamentos dessa matéria no FB. Então pensei em aproveitar a oportunidade para divulgar o nosso Instituto Verde Vida, em Vila Velha-ES, onde fazemos um trabalho semelhante. Aqui também trabalhamos com resíduos recicláveis e trocamos pro alimento. Então há sempre a chance de alguém ver esta resposta e querer contribuir com a gente. ;)
    Pra quem quiser saber um pouco mais: https://www.facebook.com/institutoverdevida/

  • Críticas boas ou ruins servem para aperfeiçoar a mentalidade do povo que temos que ter preocupação com nosso lixo. Toda idéia com intensão de melhorar é válida. Aos que criti
    cam negativamente eu pergunto: já fizeram algo neste sentido para ajudar a melhorar?
    Já se perguntaram qual o valor do frete do Acre até a região que vai reciclar tais mate
    riais? Pois é. Tudo conta. O importante é por a cabeça pra funcionar e ajudar a melhorar
    o planeta.

    • Gostei da matéria tanto quanto dos comentários. Os comentários me ensinaram mais.

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Publicado por
Débora Spitzcovsky

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