Muito mais sustentável! Indústria da moda substitui algodão por fibra de “maconha” na produção têxtil

Muito mais sustentável! Indústria da moda substitui algodão por fibra de “maconha” na produção têxtil
21 out 2019

Depois de ser proibido por mais de 80 anos nos EUA, por possuir (baixas!) concentrações de THC, um dos princípios psicoativos da maconha, o cultivo de cânhamo está finalmente liberado nos EUA.

O Congresso do país aprovou a Lei da Agricultura de Cânhamo, que legaliza o plantio da planta, e a indústria local da moda já está se movimentando para substituir o algodão pela planta na produção têxtil.

O motivo? O cânhamo produz, por hectare, o dobro de fibras do que o algodão, demanda um décimo da água usada no seu plantio e ainda requer muito menos pesticidas e herbicidas. Ou seja, muito mais econômico e sustentável!

Não é à toa que, segundo previsões da empresa de investimentos New Frontier, o setor de cânhamo movimentará US$ 5,7 bilhões até o ano que vem. Nada mal, né?

Uma das maiores produtoras de jeans do mundo, a Levi’s, que não é boba nem nada, já anunciou que passará a produzir seus jeans com 30% de cânhamo e 70% de algodão, ainda neste ano. E a tendência é que essa porcentagem só cresça!

Por enquanto, o principal empecilho está na textura do cânhamo, que é um pouco mais áspera que a do algodão. Para o consumidor não estranhar, a marca está indo aos poucos com o processo de substituição da matéria-prima de seus jeans e, em paralelo, está investindo em tecnologias que “suavizem” a textura da fibra.

Motivos para apostar nessa nova matéria-prima não faltam, né?

Foto: Divulgação/Levi’s



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Cofundadora do The Greenest Post, Débora Spitzcovsky é especialista em Sustentabilidade, com foco em Comunicação, Voluntariado e Desenvolvimento Local

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