Maior empresa de energia eólica offshore do mundo investirá US$ 30 bilhões em energia renovável

Maior empresa de energia eólica offshore do mundo investirá US$ 30 bilhões em energia renovável
30 dez 2018

Para salvar o mundo de uma provável catástrofe climática, precisamos urgentemente cessar o uso de combustíveis fósseis. A empresa dinamarquesa Orsted anunciou um grande programa de investimento no setor de energia renovável, com o objetivo de liderar uma transição global no consumo de combustíveis fósseis para recursos sustentáveis.

Orsted, que construiu o maior parque eólico offshore da Terra, planeja investir US$30,26 bilhões em energia renovável entre os anos 2019 e 2025, afirmou a empresa. Projetos eólicos offshore receberão 80% do investimento total, enquanto os investimentos em terra receberão 15% e bioenergia receberá 5%.

Em resumo, a Orsted (antiga Dong Energy) procura aumentar sua participação mundial na produção de energia renovável para 99% até 2025, partindo de 64% em 2017.

“Atualmente, nosso portfolio consiste em 11.9 GW (gigawatts) de parques eólicos offshore, onshore e biomassa”, disse o CEO e presidente da Orsted, Henrik Poulsen. “Até 2030, é nossa ambição estratégica alcançar uma capacidade instalada maior que 30 GW, desde que este desenvolvimento crie valor para nossos acionistas”, acrescentou.

Poulsen também disse que o mercado global de energia renovável deverá triplicar de tamanho até o ano 2030.

Em setembro de 2018, a Orsted inaugurou oficialmente o maior parque eólico offshore do mundo, no Mar da Irlanda. A Extensão Walney de 659 megawatts, localizada a aproximadamente 19 quilômetros da costa de Cumbria, na Inglaterra, consiste de 87 turbinas e é capaz de gerar energia renovável suficiente para abastecer quase 600.000 residências.

A tecnologia eólica offshore está avançando rapidamente e a Extensão Walney deve perder seu título de “maior do mundo” para o projeto Hornsea One, também da Orsted, na costa de Yorkshire, no Reino Unido. O parque eólico em construção deverá estar totalmente operacional até 2020 e terá capacidade de 1.200 megawatts, ou energia suficiente para abastecer mais de um milhão de residências.

Foto: Pixabay



Guilherme Lupino
Guilherme Lupino

Engenheiro Civil, formado pela Universidade Estadual Paulista, entusiasta em novas tecnologias e sistemas de construção sustentáveis.

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