Entenda por que precisamos banir (urgentemente) os absorventes de plástico da nossa rotina menstrual!

Entenda por que precisamos banir (urgentemente) os absorventes de plástico da nossa rotina menstrual!
13 jan 2019

Estima-se que uma mulher utiliza aproximadamente 10 mil absorventes de plástico durante sua vida fértil e aproximadamente 150 kg de lixo são gerados como consequência, que levará de 100 a 500 anos para se decompor. Se considerarmos um preço médio de R$ 0,60 por absorvente, a mulher precisa investir cerca de R$ 6.000,00 durante sua vida com higiene pessoal.

Mas para muito além da economia financeira e da questão relacionada ao lixo, os absorvente descartáveis (internos e externos) representam risco para a saúde feminina. Alergias e infecções vaginais são alguns dos sintomas mais comuns e imediatos causados pelos materiais sintéticos e pela redução do fluxo de ar no local. Mas não para por aí, a concentração de bisfenol A é quatro vezes maior no absorvente feminino que em uma sacola de supermercado plástica, por exemplo.

Para quem não está completamente a par dos danos causados pelo bisfenol A, também conhecido como BPA, pode causar alteração dos hormônios da tireoide, liberação de insulina pelo pâncreas, proliferação das células de gordura e está diretamente associado ao câncer (entre outros efeitos). Alguns produtos, como mamadeiras de bebê, já são proibidos em muitos países de conter a substância – mas pesquisas recentes apontam que seu substituto pode fazer tão mal quanto o BPA.

Quando olhamos o cenário para os absorventes internos não orgânicos, também não é positivo. É verdade que contém menos plástico e, consequentemente, menos BPA, mas foi comprovado que existe concentração razoável de agrotóxicos, como o glifosato, comumente utilizados na plantação de algodão. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a substância também está associada ao câncer.

Por isso, apesar da simplicidade de utilizar uma opção descartável, precisamos repensar urgentemente nas consequências que essas opções significam para nossa saúde a longo prazo! Eu iniciei essa jornada há muito tempo e descobri os coletores menstruais! São incríveis pois, além de durar anos (literalmente), são superconfortáveis – em um grau que eu até esqueço que estou naqueles dias!

Outro recurso que uso de vez em quando são os absorventes de pano, feitos de algodão orgânico. Eles são utilizados quando o período chega de surpresa e eu ainda não consegui ferver o coletor menstrual entre um ciclo e outro. Ambas as opções são fáceis de higienizar e cabem na minha rotina corrida de trabalhar fora de casa, cuidar da casa e do filho e ainda escrever e gerenciar o The Greenest Post!

Existe ainda a opção de calcinhas absorventes (que eu ainda não tive a oportunidade de testar), mas já anunciamos o lançamento de uma marca que lançou no Brasil, em outubro de 2017 e está aí firme e forte ajudando mulheres a ressignificar sua higiene pessoal.

E foi exatamente isso que essas opções fizeram comigo. Além de poluir menos, gastar menos e ser mais saudável, elas tornaram o meu ciclo menstrual muito mais natural para mim, sem tanta irritação e desconforto que eu sentia quando adolescente, quando usava as opções descartáveis. É muito poderoso conseguir fazer as pazes com o seu corpo e sua natureza.

Leia também um relato da Vivi Noda, idealizadora do projeto PorQueNão?

Foto: Intimina/Creative Commons



Jéssica Miwa
Jéssica Miwa

Mãe do Gael, Googler, jornalista e cofundadora do The Greenest Post. Acredita em pequenas ações que podem mudar o mundo.

Observações

  1. Já uso o coletor a algum tempo e agora adquiri a calcinha absorvente…estou amando as duas opções

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