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Energia Solar e o futuro da tecnologia na geração elétrica mundial

O crescimento da energia solar fotovoltaica na última década foi notável e cheio de novos recordes ao longo dos anos.

Em 2010, o mercado global era pequeno, com pouco mais de 39 Gigawatts (GW) de capacidade instalada e seus projetos ainda altamente dependente de subsídios.

Hoje, com mais de 580 GW instalados, a tecnologia está na dianteira das fontes limpas e deverá crescer acima dos 100 GW em 2020 mesmo com os impactos da pandemia, segundo estimativa da empresa de inteligência de negócios IHS Markit.

O montante deverá colocar a fotovoltaica novamente na liderança da expansão elétrica mundial, superando todas as outras tecnologias, sejam as movidas por energia alternativa ou não.

A principal causa para isso está nos seus custos, cada vez mais baixos e que tornaram as placas solares a tecnologia de geração elétrica mais barata nas principais economias do mundo.

Com os avanços tecnológicos nos painéis solares e demais equipamentos fotovoltaicos, essa é uma tendência que deve se manter para os próximos anos.

Segundo projeção da Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, ou IEA na sigla em inglês), a solar fotovoltaica será a fonte energética número um do mundo até 2035.

Possibilitando uma geração de energia 100% limpa, esse crescimento também traz um impacto positivo ao meio ambiente e uma grande contribuição para o combate às mudanças climáticas.

Para os consumidores, a tecnologia já se tornou a solução definitiva para acabar com as altas contas de luz e uma proteção contra os aumentos no preço da energia.

No Brasil, mais de 252 mil consumidores já investiram na tecnologia graças à queda de preços e as dezenas linhas de financiamento para energia solar oferecidas por bancos públicos e privados.

A queda nos custos da tecnologia, que acumulou 70% nos últimos 10 anos, também segue como tendência na indústria e deverá cortar os preços pela metade até 2030.

Entre os caminhos para isso estão as pesquisas em módulos de maior eficiência, que podem gerar 1,5 vezes mais energia do que as placas similares existentes atualmente.

Além disso, novas tecnologias utilizadas na produção dos equipamentos deverão reduzir as quantidades de materiais caros, como prata e silício, usados na fabricação de células solares.

Uma das novas tecnologias solares que já começa a ganhar mercado é a dos módulos bifaciais, que captam energia em ambos os lados.

No Brasil, a usina São Gonçalo, maior projeto do tipo da américa latina inaugurado em janeiro no Piauí, foi um dos primeiros a utilizar a tecnologia bifacial para maior geração do complexo.

Outro caminho para inovação é a melhor integração da energia solar em casas, empresas e demais estabelecimentos através do uso de tecnologias digitais de baixo custo.

Com todos esses avanços, a fotovoltaica segue atraindo investimentos e deverá se tornar a fonte mais barata para geração elétrica do mundo, mesmo comparada aos combustíveis fósseis.

Junto a sua flexibilidade de projetos e facilidade de instalação, todos esses fatores continuarão fazendo com que o número de instalações solares cresça pela próxima década no mundo.

Ruy Fontes

Formado em Letras-Inglês pela Universidade Estácio de Sá, apaixonado por tecnologias e sustentabilidade, atua como gestor de conteúdo na agência #movidos.

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