Empresa transforma plástico retirado dos oceanos em tijolos

Empresa transforma plástico retirado dos oceanos em tijolos
29 ago 2016

Em plena era dos descartáveis, utilizamos cada vez mais plástico no dia a dia – que, muitas vezes, acumula-se nos oceanos e contamina a vida marinha. Para ter uma ideia, estima-se que até 2050 nós teremos mais plástico do que peixes no mar.

Recentemente, contamos a história de um grupo de pescadores que produz bancos com lixo retirado da natureza e virou história de cinema (com direito a prêmio em Cannes).

Agora, para tornar esse tipo de trabalho ainda mais escalável, a startup americana Byfusion criou tecnologia capaz de transformar o plástico retirado dos oceanos em tijolos resistentes para construções mais ecológicas. Com a técnica, é possível reaproveitar o resíduo, reduzir a morte de animais marinhos e ainda transformar o lixo em alternativa de abrigo barato para as pessoas.

O produto já foi utilizado (com sucesso!) na construção de barreiras em estradas, mas a intenção é expandir seu uso para outros tipos de edificação. Isso porque o tijolo é modular, podendo ser usado em diferentes formatos e densidades – e tudo sem precisar higienizar o lixo usado como matéria-prima.   

A ideia do negócio é de Peter Lewis, fundador e principal engenheiro da Byfusion, que batizou o tijolo de RePlast. Se a moda pega, o setor de construção civil vai diminuir um bocado sua pegada no planeta. Tomara! 


 


Jéssica Miwa
Jéssica Miwa

Mãe do Gael, Googler, jornalista e cofundadora do The Greenest Post. Acredita em pequenas ações que podem mudar o mundo.

Observações

  1. QUE BOM. MAS, ONDE TEM PRA VENDER?
    É VIÁVEL? VAI SER PRODUZIDO? VAMOS ENCONTRAR PRA COMPRAR?

  2. José Antonio Amorosino Junior Diz: agosto 30, 2016 at 9:00 am

    Talvez o foco nem seja, no momento, a possibilidade de se encontrar ou não este material para venda. O importante é que se encontrou mais uma forma de se reutilizar o resíduo plástico despejado sem critérios, no ambiente marinho, incentivando sua retirada. Existem inúmeros locais onde se utilizar este material e, seria interessante fazer um estudo para ampliar a retirada deste, resgatando a qualidade de vida da fauna marinha. Além de incentivos do governo que possibilite tal atividade. E também devemos investir em campanhas publicitárias educativas, mostrando as consequências do descarte inadequado de resíduos, realizado pela população em geral, o que ocasiona essa poluição.

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