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Em técnica pioneira, estufas de papelão são usadas para cultivar frutas e verduras no deserto

Austrália, Abu Dhabi, Somalilândia, Omã, Tenerife… Sabe o que todos esses lugares têm em comum? Possuem regiões extremamente áridas – e estão contrariando todas as tradições ao plantar toneladas de frutas e verduras no deserto.

O feito é responsabilidade da empresa britânica Seawater Greenhouse, que desenvolveu uma técnica capaz de driblar a secura do deserto a partir de estufas de resfriamento, feitas com uma espécie de papelão bem grosso.

Como funciona? Com a ajuda da água do mar e do ventoque, no deserto, é bastante forte -, essas estruturas de papelão são capazes de conservar seu interior úmido e fresco, em condições ideais para o plantio agrícola.

Já a água necessária para a irrigação dos cultivos também vem do mar e é dessalinizada por meio de uma bomba que funciona à base de energia solar. O sal que sobra de todo esse processo ainda é vendido para gerar renda à população!

Quer entender melhor? Assista ao vídeo abaixo!

Parece um tanto quanto mirabolante, mas a verdade é que está funcionando. Apenas na Somalilândia, onde um dos pilotos foi instalado no final de 2017, já se produz até 750 toneladas de tomate por ano.

Segundo Charlie Paton, fundador da Seawater Greenhouse, a técnica tem potencial para garantir comida a populações inteiras que vivem em regiões desérticas – e a um custo bem razoável.

Será essa a solução para a segurança alimentar mundial?

Foto: Divulgação

Débora Spitzcovsky

Cofundadora do The Greenest Post, Débora Spitzcovsky é especialista em Sustentabilidade, com foco em Comunicação, Voluntariado e Desenvolvimento Local

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Débora Spitzcovsky

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