Categorias: Lixo

Em SP, moradores podem trocar recicláveis por frutas, verduras e legumes frescos

Na cidade de Santo André, em São Paulo, separar o lixo orgânico do reciclável não faz bem, apenas, para o meio ambiente. Melhora, também, a alimentação da população. É que, por lá, os moradores podem trocar resíduos recicláveis por frutas, verduras e legumes frescos, por meio do programa Moeda Verde, que é mantido pela prefeitura.

Funciona assim: os cidadãos separam o lixo reciclável seco que produzem em casa (como jornal, latas de alumínio, papelão, garrafas PET e potes de vidro) e, a cada 15 dias, podem levá-lo a um dos núcleos do Moeda Verde. Ao todo, são 7, espalhados pelas regiões mais vulneráveis da cidade.

A cada 5 quilos de resíduos entregues ao programa, o “doador” tem o direito de levar para casa 1 quilo de hortifrútis da época. A iniciativa é um sucesso na cidade e já beneficia cerca de 35 mil pessoas, além de estar ajudando um monte no problema do descarte incorreto de lixo.

Isso porque, propositalmente, as ações de troca de recicláveis por comida do Moeda Verde acontecem sempre muito próximo dos principais pontos de descarte irregular de lixo da cidade. Assim, não tem porque os cidadãos continuarem com a prática! Quem também está adorando a iniciativa são as cooperativas de reciclagem locais, que fecharam contrato com a prefeitura para receber os resíduos entregues ao programa.

Para quem mora em Santo André, vale consultar o calendário de ações do Moeda Verde.

Iniciativas semelhantes também acontecem em outros municípios, como Guarujá, em São Paulo, e Curitiba e Ponta Grossa, no Paraná.

Já pensou se todos os brasileiros pudessem trocar lixo reciclável por alimentos de boa qualidade?

Foto: Divulgação/Semasa

Débora Spitzcovsky

Cofundadora do The Greenest Post, Débora Spitzcovsky é especialista em Sustentabilidade, com foco em Comunicação, Voluntariado e Desenvolvimento Local

Veja Comentários

  • Moro no Rio e aqui passa a Comlurb toda quarta feira.
    Achei fantástico está troca p frutas, legumes, etc.
    Acho q não tem no Rio.

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Débora Spitzcovsky

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