Em Londres, quantidade de ciclistas triplica enquanto a de motoristas cai pela metade

Em Londres, quantidade de ciclistas triplica enquanto a de motoristas cai pela metade
21 mar 2016

A tendência é mundial e já foi até comprovada por estudos científicos: faça ciclovias que os ciclistas virão! Trocar o carro pela bicicleta nos afazeres do dia a dia ajuda a melhorar o trânsito, sua saúde e o ar da cidade. Ou seja, todos saem ganhando!

A Noruega declarou recentemente que irá investir US$ 1 bilhão em ciclovias. Londres também já investiu muito em infraestrutura para ciclistas no passado e hoje colhe os frutos positivos. Os esforços começaram no início dos anos 2000, e de lá para cá o número de motoristas caiu de 137 mil para 64 mil — menos que a metade. Enquanto isso, a quantidade de ciclistas aumentou de 12 mil para 36 mil, no mesmo período.

Os números são do Transport for London, órgão responsável pela mobilidade da capital da Inglaterra, e comprovam: os usuários dos carros migraram para a bike ou transporte público em massa. “Conquista pioneira para cidades grandes”, celebra a entidade.

Apesar dos bons números, por lá ninguém se acomoda e os investimentos no setor estão longe de acabar. Existe uma nova ciclovia que atravessa a ponte Vauxhall, recém-inaugurada, e outras estão previstas para ficar prontas durante o verão local (nosso inverno).

Há quem reclame de tantos investimentos e acredita que as ciclovias pioram o trânsito para os motoristas. Mas é exatamente por causa dessas políticas públicas que aos poucos os cidadãos mudam o seu modo de pensar e de se locomover pela cidade. Uma coisa leva a outra e, quando se vê, novos (e melhores) hábitos surgem.  

Foto: Leo Hidalgo/Creative Commons



Jéssica Miwa
Jéssica Miwa

Mãe do Gael, Googler, jornalista e cofundadora do The Greenest Post. Acredita em pequenas ações que podem mudar o mundo.

Observações

  1. Bem, lá em London o programa de restrição de veículos na área central tem fundamento, gera receita, é justo e faz sentido; mas nosso Rodízio está totalmente esgotado e não gera nada em troca para a melhoria da mobilidade urbana. É hora de rever esse rodízio elitista e sem sentido.

    • Alberto Vieira de Souza Diz: maio 5, 2016 at 5:41 pm

      O programa de mobilidade urbana deverá ser totalmente amplo e discutido com técnicos e com a sociedade o que não acontece agora ou acontece de forma parcial. Esse modelo de 1997 não serve mais. Concordo com o Olímpio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error

Curtiu nossa página?

RSS
Follow by Email
YouTube
LinkedIn
Share
Instagram