A escola que fica dentro de uma fazenda orgânica – e não tem salas de aula nem carteiras

A escola que fica dentro de uma fazenda orgânica – e não tem salas de aula nem carteiras
29 fev 2016

A ideia de conectar crianças à natureza enquanto aprendem lições fundamentais já é conhecida (e adorada) mundialmente. Lembra da Green School Bali, que é feita de bambu e ensina permacultura aos alunos? Tem também a escola suíça que fica, literalmente, em uma floresta, faça sol ou neve!

É fato: o modelo de aprender brincando tem se espalhado mundo afora. Crianças pequenas têm curiosidade natural com tudo que é relacionado à terra, plantas e animais. Por que não se aproveitar disso para ensiná-las matérias importantes ao desenvolvimento, como química, biologia, matemática e história? De quebra, o amor e respeito ao meio ambiente cresce junto com o pequeno cidadão.

Foi pensando nisso que Edoardo Capuzzo e alguns outros designers italianos criaram o conceito de “Fazenda Pré-escola” — e ganharam o prêmio de arquitetura AWR International Ideas Competition. Edoardo não quer que a escola simplesmente tenha uma horta, mas que ela seja uma fazenda onde alimentos orgânicos sejam cultivados e animais sejam criados e atraídos.

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Além de serem responsáveis pelo cultivo (e aprender tudo relacionado ao assunto), as crianças também têm contato com tecnologias supermodernas de energia solar e eólica, que abastecem a escola-fazenda.

O modelo já chamou a atenção de um psicólogo infantil que reside em Roma e está interessado em tirar o projeto do papel. O nome do moço ainda é mantido em sigilo, mas segundo Capuzzo, o maior desafio será lidar com as regulamentações locais, que assumem que escola precisa ter salas de aulas.

“Nós acreditamos que é muito importante criar espaços verdes onde crianças possam interagir, principalmente em cidades grandes, como Londres e Roma”, comenta o designer.



Jéssica Miwa
Jéssica Miwa

Mãe do Gael, Googler, jornalista e cofundadora do The Greenest Post. Acredita em pequenas ações que podem mudar o mundo.

Observações

  1. Mariangella Diz: março 4, 2016 at 11:22 pm

    Simplesmente uma proposta pedagógica de vida!
    Gostaria muito de me comunicar com os criadores do Projeto, é um caso a ser pensado e implantado no mundo todo! Só isso!

    Há muito eu questiono esse modelo pedagógico desde a escola infantil…trancafiados em cubículos, com janelas pequenas…enquanto a vida acontece lá fora! Aprender é viver! Temos de aprender vivendo! Temos de aprender a viver! A dar conta das nossas necessidades básicas, ou pelo menos saber como se produz alimentos, roupas, casas, etc.

    • Marlei Adriana Pastorini Ribeiro Diz: março 17, 2016 at 2:01 pm

      Mariangella,
      Sou professora estou em Foz do Iguaçu no Paraná, e tenho muito interesse em conhecer este projeto e trazer para minha cidade. Preciso de parceiros para montar uma escola desta. Tenho publico a atender.

      • Oi Marlei, que maravilha! Moro em Cascavel… É com certeza, aqui tambem tem público a esse método pedagógico!

      • Ana Cláudia Diz: junho 13, 2018 at 8:21 pm

        Temos uma pós graduação ANE- alternativas para uma nova educação, aqui na UFPR Litoral, acesse no Facebook ou venha conhecer essa pós , ficaremos felizes com sua visita , agora em Agosto começa uma nova turma.

  2. Parabéns! É bem interessante o post e as informações publicadas… Realmente, essas formas de educação alternativa estão se tornando uma realidade, em resposta ao fracasso das formas tradicionais das quais que nossas escolas se tornaram escravas… Achei particularmente interessante a questão legal da premissa de sala de aula na Itália e me pergunto: temos restrição semelhante aqui? … vou investigar e fica a proposta para os demais leitores… Para quem quiser ver o panorama maior, mais geral e atualizado dessas iniciativas, sugiro o livro “Volta ao Mundo em 13 Escolas” e os video-documentários “Quando Sinto que Já Sei” e “A Educacão Proibida”.

  3. Muito interessante! Mesmo assim ainda acho importante aprender a ler e a escrever e a fazer contas.

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