Comunidades carentes do Pará ganham calçadas feitas de caroço de açaí

Comunidades carentes do Pará ganham calçadas feitas de caroço de açaí
05 jun 2019

É isso mesmo! O que, para muitos, é considerado lixo se tornou matéria-prima para melhorar a qualidade de vida de moradores de comunidades carentes do Pará.

Estudantes de Engenharia da Universidade da Amazônia, em Belém, desenvolveram um concreto permeável feito a partir de caroços de açaí in natura. Ou seja, o resíduo já está prontinho para ser transformado em pavimento!

A motivação dos alunos para realizar pesquisas na área se deu por conta do alto consumo de açaí no Estado paranaense. Para ter uma ideia, por mês, comercializa-se cerca de 30 toneladas de açaí apenas na região metropolitana de Belém. E o que sobra? O caroço! São, aproximadamente, 16 mil toneladas do resíduo por dia (!), que têm descarte incorreto, sobrecarregam aterros e ainda entopem redes de drenagem, aumentando a incidência de alagamentos na região.

Com a descoberta dos alunos da Universidade da Amazônia, que foram coordenados pelo professor Mike da Silva Pereira, os resíduos de caroço de açaí passam a poder ser destinados para a fabricação de concreto – que, além de prevenir enchentes, por ser permeável, ainda é até 20% mais barato (!) do que o concreto comum. É ou não uma descoberta e tanto?

Como piloto, o concreto de açaí está sendo usado para pavimentar calçadas em uma comunidade carente do município de Ananindeua, uma das cidades mais populosas do Pará. E está sendo um sucesso! A ideia é que, em breve, o material possa ser usado para pavimentar também grandes centros urbanos. Já pensou? Caroço de açaí é que não falta para isso…



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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