A cidade dos EUA que vai multar quem desperdiçar comida em casa

A cidade dos EUA que vai multar quem desperdiçar comida em casa
10 jun 2016

Em breve, estreia nos EUA uma nova versão do Big Brother: a que vigia o lixo da população. O governo de Seattle, em Washington, aprovou por unanimidade lei que aplica multa nos cidadãos que encherem suas latas de lixo com mais de 10% de alimentos orgânicos.

Medir a quantidade de restos de alimentos descartados na lixeira não é lá muito prático, mas segundo a prefeitura os garis serão treinados para realizar a fiscalização. A lata de lixo que for pega em flagrante desperdiçando comida será fichada em um sistema de computadores e seu dono receberá, no mês seguinte, multa que será cobrada junto com a taxa de lixo que os cidadãos de Seattle já pagam periodicamente.

A multa não é salgada: US$ 1 por vez que o cidadão for pego desperdiçando alimentos. Isso porque, de acordo com o governo, a ideia da nova medida não é aumentar a arrecadação da prefeitura, mas sim incentivar as pessoas a comprar com consciência e compostar o lixo que produzem.

Prédios residenciais e estabelecimentos comerciais também serão fiscalizados, mas para eles a multa é mais cara: US$ 50.

No Brasil, cerca de 39 mil toneladas de comida são jogadas fora, todos os dias. Você aprovaria uma lei parecida nas nossas cidades?

Foto: jbloom/Creative Commons



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Cofundadora do The Greenest Post, Débora Spitzcovsky é especialista em Sustentabilidade, com foco em Comunicação, Voluntariado e Desenvolvimento Local

Observações

  1. Esse tipo de lei é inútil para mudar o hábito do desperdício. Multar quem joga comida fora só vai fazer com que as pessoas procurem outros meios de descartar seu lixo, como jogar comida no vaso sanitário, colocar na lixeira de terceiros, descartar em terrenos etc.

    Jogar comida no lixo é o ato final, a ponta do iceberg, do hábito do desperdício. Não adianta querer sanar um problema apenas tratando de seu estágio final. É preciso atuar de outras maneiras para evitar essa prática, como campanhas e iniciativas que proponham o repensar dos hábitos alimentares e de consumo – por exemplo: venda de vegetais “feios”, restaurantes que evitam desperdício, divulgação de métodos de aproveitar comida etc.

    Mesmo sendo ambientalistas, precisamos compreender que esse tipo de lei é tola.

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