Categorias: Clima

Baleias ajudam a combater mudanças climáticas, prestando serviço de captura de CO2 que custaria US$ 1 trilhão

As baleias são conhecidas por serem o maior e mais inteligente animal dos oceanos, mas a novidade é que elas também podem ajudar a combater as mudanças climáticas, capturando toneladas de dióxido de carbono (CO2), uma função com valor econômico de US$ 1 trilhão.

A conclusão faz parte de um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), que afirma que “o potencial de captura de carbono das baleias é surpreendente”. Estes mamíferos acumulam carbono nos seus corpos quando estão vivos. Quando morrem, as baleias afundam no oceano, levando o carbono com elas.

Segundo o estudo, cada animal capta, em média, cerca de 33 toneladas de dióxido de carbono. Em comparação, durante o mesmo período, uma árvore apenas absorve 3% desse valor.

As estimativas do relatório colocam o valor de uma baleia de tamanho médio, devido às suas diversas atividades, em mais de US$ 2 milhões. A quantidade atual de baleias representa um valor de mais de US$ 1 trilhão.

Além disso, a base de alimentação de muitas baleias é o plâncton, pequenos organismos aquáticos que fazem fotossíntese e flutuam na água. Esses seres produzem, pelo menos, metade de todo o oxigênio presente na atmosfera. Eles também capturam cerca de 37 bilhões de toneladas de CO2, o equivalente a quatro florestas da Amazônia. As fezes das baleias multiplicam a quantidade de plâncton, pois contêm ferro e nitrogênio que estes organismos precisam para crescer. Isso significa que, quanto mais baleias, mais oxigênio no planeta.

Em nota, a especialista em vida selvagem da ONU Meio Ambiente, Doreen Robinson, disse que o relatório “mostra claramente as ligações incríveis entre alguns dos maiores e menores seres vivos do planeta.”

Nesse momento, existem pouco mais de 1,3 milhão de baleias no oceano, cerca de 25% do número que havia antes do início da sua captura para fins comerciais, quando entre 4 a 5 milhões desses animais viviam nos oceanos. A situação é pior em algumas espécies, como a baleia-azul, a maior de todas elas, que tem apenas 3% do número de exemplares que costumava ter.

Segundo a ONU Meio Ambiente, esses animais podem ser protegidos com programas semelhantes aos usados na promoção de florestas. O relatório do FMI afirma que “podem ser criados mecanismos financeiros para promover a restauração das populações de baleias do mundo.” Por exemplo, as empresas de transporte marítimo poderiam ser compensadas para usar rotas que reduzem o risco de colisões.

Ainda segundo o relatório do FMI, sem medidas adicionais, serão necessários mais de 30 anos para dobrar o número de baleias atuais e várias gerações para atingir o número original, antes destes animais começarem a ser caçados. “A sociedade e a sobrevivência dos humanos não podem esperar tanto tempo assim”, alerta o documento.  E aí? Partiu fazer alguma coisa?

Foto: Reprodução/ONU News

Por ONU News

Redação

Também quer ver seu texto publicado no The Greenest Post? Entre em contato com a gente pelo e-mail colabore@thegreenestpost.com!

Compartilhe
Publicado por
Redação

Posts recentes

Refugiados venezuelanos ajudam brasileiros vítimas das chuvas em Minas Gerais

As chuvas em Minas Gerais seguem causando fortes estragos em dezenas de cidades do Estado. O fenômeno natural – que,…

3 semanas atrás

26 resoluções sustentáveis para um ano realmente novo (e melhor)

1. Juntar tampinhas para o programa de reciclagem Tampinha Legal 2. Usar ecobag SEMPRE que for fazer compras, para não…

2 meses atrás

O hospital australiano que já salvou a vida de milhares de animais vítimas dos incêndios florestais

“Uma vida por vez!” Este é o lema do Australia Zoo Wildlife Hospital, um dos maiores hospitais de vida selvagem…

2 meses atrás

Cidade de SP adota tarifa zero para ônibus – e ainda aumenta frota e número de linhas

É isso mesmo: o sonho de ter transporte público de qualidade DE GRAÇA está prestes a virar realidade para os…

4 meses atrás

Cidade de São Paulo assina compromisso global para prevenir poluição plástica

A Fundação Ellen MacArthur, em parceria com a ONU Meio Ambiente, divulgou relatório que aponta os avanços nos esforços globais…

4 meses atrás

Mulheres catadoras são contratadas para coletar lixo plástico usado para fazer tijolos que constroem escolas na África

Sabe aquelas iniciativas que parecem amarrar todas as pontas para fazer do mundo um lugar melhor? A empresa Conceptos Plásticos…

4 meses atrás