Baleias ajudam a combater mudanças climáticas, prestando serviço de captura de CO2 que custaria US$ 1 trilhão

Baleias ajudam a combater mudanças climáticas, prestando serviço de captura de CO2 que custaria US$ 1 trilhão
15 out 2019

As baleias são conhecidas por serem o maior e mais inteligente animal dos oceanos, mas a novidade é que elas também podem ajudar a combater as mudanças climáticas, capturando toneladas de dióxido de carbono (CO2), uma função com valor econômico de US$ 1 trilhão.

A conclusão faz parte de um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), que afirma que “o potencial de captura de carbono das baleias é surpreendente”. Estes mamíferos acumulam carbono nos seus corpos quando estão vivos. Quando morrem, as baleias afundam no oceano, levando o carbono com elas.

Segundo o estudo, cada animal capta, em média, cerca de 33 toneladas de dióxido de carbono. Em comparação, durante o mesmo período, uma árvore apenas absorve 3% desse valor.

As estimativas do relatório colocam o valor de uma baleia de tamanho médio, devido às suas diversas atividades, em mais de US$ 2 milhões. A quantidade atual de baleias representa um valor de mais de US$ 1 trilhão.

Além disso, a base de alimentação de muitas baleias é o plâncton, pequenos organismos aquáticos que fazem fotossíntese e flutuam na água. Esses seres produzem, pelo menos, metade de todo o oxigênio presente na atmosfera. Eles também capturam cerca de 37 bilhões de toneladas de CO2, o equivalente a quatro florestas da Amazônia. As fezes das baleias multiplicam a quantidade de plâncton, pois contêm ferro e nitrogênio que estes organismos precisam para crescer. Isso significa que, quanto mais baleias, mais oxigênio no planeta.

Em nota, a especialista em vida selvagem da ONU Meio Ambiente, Doreen Robinson, disse que o relatório “mostra claramente as ligações incríveis entre alguns dos maiores e menores seres vivos do planeta.”

Nesse momento, existem pouco mais de 1,3 milhão de baleias no oceano, cerca de 25% do número que havia antes do início da sua captura para fins comerciais, quando entre 4 a 5 milhões desses animais viviam nos oceanos. A situação é pior em algumas espécies, como a baleia-azul, a maior de todas elas, que tem apenas 3% do número de exemplares que costumava ter.

Segundo a ONU Meio Ambiente, esses animais podem ser protegidos com programas semelhantes aos usados na promoção de florestas. O relatório do FMI afirma que “podem ser criados mecanismos financeiros para promover a restauração das populações de baleias do mundo.” Por exemplo, as empresas de transporte marítimo poderiam ser compensadas para usar rotas que reduzem o risco de colisões.

Ainda segundo o relatório do FMI, sem medidas adicionais, serão necessários mais de 30 anos para dobrar o número de baleias atuais e várias gerações para atingir o número original, antes destes animais começarem a ser caçados. “A sociedade e a sobrevivência dos humanos não podem esperar tanto tempo assim”, alerta o documento.  E aí? Partiu fazer alguma coisa?

Foto: Reprodução/ONU News

Por ONU News



Redação
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