Categorias: Ambiente

Amazônia registra recordes de focos de calor em julho

No dia 30 de julho, a Amazônia registrou mais um triste recorde: 1.007 focos de calor em um único dia. Esse é o número mais alto registrado no mês de julho desde 2005. Neste mesmo dia, no ano passado, foram 406 focos. Agora, dados consolidados de julho mostram um aumento expressivo nos focos de calor.

“O fato de ter mais de mil focos de calor em um único dia, recorde dos últimos 15 anos para o mês de julho, mostra que a estratégia do governo de fazer operações midiáticas não é eficaz no chão da floresta. Somente em julho, foram registrados 6.804 focos de calor na Amazônia, um aumento de 21,8% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. A moratória, que proíbe no papel as queimadas, não funciona se não houver também uma resposta no campo, com mais fiscalizações. Afinal, criminoso não é conhecido por seguir leis. Assim como a GLO aplicada sem estratégia e sem conhecimento de como se combate as queimadas, também não traz os resultados que a Amazônia precisa”, comenta Rômulo Batista, porta-voz da campanha de Amazônia do Greenpeace.

Um levantamento feito pelo Greenpeace Brasil aponta que dos focos de calor registrados em julho, 539 foram dentro de Terras Indígenas, um aumento de 76,72% em relação ao ano passado, quando foram mapeados 305 focos. Além disso, 1.018 atingiram Unidades de Conservação, um aumento de 49,92% em relação ao mesmo período do ano passado.

“O desmatamento precisa ser combatido durante todo o ano, principalmente considerando que as queimadas na Amazônia não são resultado de um fenômeno natural, mas da ação humana. O fogo é uma das principais ferramentas utilizadas para o desmatamento, especialmente por grileiros e agricultores, que o usam para limpar áreas para uso agropecuária ou especulação. A prática se tornou ainda mais comum com a falta de fiscalização e o desmantelamento dos órgãos ambientais. Estamos observando uma tendência de alta nas queimadas neste ano. Além da ameaça do coronavírus, com a temporada de fogo, os povos indígenas estarão ainda mais vulneráveis, pois a fumaça e a fuligem das queimadas prejudicam ainda mais sua saúde”, completa Rômulo.

Foto: © Christian Braga / Greenpeace

Redação

Também quer ver seu texto publicado no The Greenest Post? Entre em contato com a gente pelo e-mail colabore@thegreenestpost.com!

Leave a Comment
Compartilhe
Publicado por
Redação

Posts recentes

Projeto “Horta da Família” garante independência financeira e segurança alimentar a moradores de Rio Doce

Lançado em 2018 no município de Rio Doce, em Minas Gerais, o projeto “Horta da…

2 semanas atrás

Precisando de um novo passatempo na quarentena? Marca lança kit de artesanato para estimular consumo consciente

Com 6 meses de isolamento social, muitos de nós aprendemos a cozinhar receitas novas, criamos…

2 semanas atrás

Conheça os 4 melhores países do mundo para ciclistas

A pandemia do novo coronavírus trouxe a necessidade do isolamento para conter o avanço da…

2 semanas atrás

Cerrado: brincar na natureza traz benefícios para a saúde das crianças

No dia 11 de setembro comemora-se o Dia Nacional do Cerrado. O bioma abriga cerca…

3 semanas atrás

Jovens criam projeto para adaptar parques públicos do RJ para crianças com deficiência

Uma missão nada fácil, mas muito gratificante. Três jovens do Rio de Janeiro se uniram…

3 semanas atrás

Poluição do ar provoca 7 milhões de mortes prematuras todos os anos, alerta ONU

Por ONU As Nações Unidas alertaram nessa segunda-feira (7) que, em todo o mundo, nove…

3 semanas atrás