Categorias: Lixo

A escola indiana em que a mensalidade dos alunos é paga com lixo plástico

Em Assam, na Índia, a miséria sempre foi uma realidade. Crianças, muito novas, largavam os estudos para fazer trabalhos braçais e, assim, ajudar seus pais financeiramente. Paralelo a isso, havia a questão do lixo, que é um problema em todo o país. Por dia, a Índia gera cerca de 26 mil toneladas de resíduos plásticos.

Considerando tudo isso, os indianos Parmita Sarma e Mazin Mukhtar, que por muito tempo viveram nos EUA, voltaram ao país para propor um modelo de educação que ajudasse a desenvolver Assam. E conseguiram! É a Escola Modelo Fundação Akshar, uma instituição de ensino em que, para começo de conversa, a mensalidade é paga em lixo.

Para continuar estudando na escola, cada aluno deve trazer, pelo menos, 25 resíduos plásticos por semana. O material é usado para fazer tijolos ecológicos em um centro de reciclagem que fica dentro da escola e conta com a participação dos estudantes.

Dessa forma, em uma tacada só, o colégio ajuda a diminuir o descarte incorreto de lixo, fornece matéria-prima muito mais barata para a construção de casas e ainda garante que os pais possam bancar a educação dos filhos.

Faltava, no entanto, resolver um problema: lembra que as crianças deixavam de estudar para contribuir financeiramente em casa? Pois Sarma e Mukhtar também deram um jeito nisso: desenvolveram um modelo de ensino em que os mais velhos dão aulas de reforço para os mais novos – e são remunerados por isso. São 2 horas de trabalho simbólico, em que eles têm a oportunidade de fixar mais o conteúdo, aprender um ofício – o de educador – e ainda sentir que estão contribuindo para o futuro de sua comunidade.

É ou não é demais?

A Escola Modelo Fundação Akshar vive de doações. Quer ajudar? É só clicar aqui!

Foto: Divulgação/Fundação Akshar

Débora Spitzcovsky

Cofundadora do The Greenest Post, Débora Spitzcovsky é especialista em Sustentabilidade, com foco em Comunicação, Voluntariado e Desenvolvimento Local

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