A ascensão das novas fontes de energia renováveis

A ascensão das novas fontes de energia renováveis
24 jun 2020

Segundo os dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o mundo já possui mais capacidade instalada de energia solar e eólica, juntas, que de hidrelétricas.

A produção de energia elétrica é uma necessidade da civilização humana e dentre as tecnologias com uso de energia alternativa, a geração hídrica sempre manteve a liderança do segmento.

Em 2019, 47% de toda a energia renovável consumida no mundo foi produzida pela força das águas, quase o dobro da produção eólica, segunda colocada com 25%.

Nos últimos anos, entretanto, a queda de preços e os avanços nas tecnologias de geração solar fotovoltaica e eólica estão transformando esse cenário e quebrando o reinado das hidrelétricas.

Juntas, as fontes responderam por 89% dos 176 GW de nova energia verde instalada no ano passado, sendo 89 GW somente de placas fotovoltaicas.

De acordo com a IRENA, agora pela primeira vez as capacidades acumuladas de energia solar (586 Gigawatts) e eólica (623 GW) também já somam mais que o total hidrelétrico, com 1.190 GW.

Uma transformação incrível do setor mundial ocorrida em pouco tempo. Dez anos atrás, o total de energia hídrica instalada no mundo ainda era quatro vezes mais que as capacidades solar e eólica juntas.

A mesma tendência é observada na matriz elétrica brasileira, na qual as fontes seguem expandindo e ganhando espaço no ranking das maiores geradoras.

Em março de 2019, a potência instalada de grandes usinas solares já havia alcançado a sétima posição e ultrapassado a geração por termelétricas nucleares.

Agora, segundo os dados do último levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), mais energia solar é produzida no país que usinas à carvão.

De acordo com a associação, hoje são 5.764 MW gerados pela energia limpa do sol contra 5.587 MW de termelétricas poluentes.

Além da necessária transição sustentável do setor elétrico, essa revolução trazida pela solar também marca o início do empoderamento dos próprios consumidores de energia.

Da geração total por placas solares no país, quase metade (49,2%) é feita através dos telhados dos brasileiros, seja em casas, empresas, agronegócios ou qualquer outro imóvel.

Com a possibilidade de reduzir a conta em até 95% e imunizá-la da inflação energética, os sistemas fotovoltaicos atraíram os consumidores cansados de uma energia cara e ineficiente.

A solução que já era boa ficou ainda mais atraente depois dos impactos da Covid-19 sobre o setor elétrico, que já geraram novos aumentos nas faturas pelos próximos cinco anos.

Previsões oficiais indicam um caminho de crescimento contínuo e maior destaque para a fonte solar no futuro da geração elétrica brasileira.

De acordo com o último planejamento elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), até 2029 a participação das energias solar e eólica irá aumentar, enquanto a de hidrelétricas irá cair.



Ruy Fontes
Ruy Fontes

Formado em Letras-Inglês pela Universidade Estácio de Sá, apaixonado por tecnologias e sustentabilidade, atua como gestor de conteúdo na agência #movidos.

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