Universidade força macacos a usar cocaína em testes sobre dependência química – e internet recolhe 19 mil assinaturas para tentar impedi-la!

Universidade força macacos a usar cocaína em testes sobre dependência química – e internet recolhe 19 mil assinaturas para tentar impedi-la!
21 fev 2018

A internet está em polvorosa nestes últimos dias, desde que se espalhou a notícia de que a Universidade de Friburgo, na Suíça, está forçando macacos a consumir cocaína em prol de pesquisas que visam estudar sobre dependência química em humanos. O teste consiste em dar micro doses da droga aos animais até que eles passem a dar preferência a ela quando são colocados na sua frente, simultaneamente, recipientes com água e cocaína.

A intenção é, após tornar os macacos depententes químicos, estimular diferentes partes do seu cérebro para identificar possíveis maneiras de fazer sua dependência pela cocaína desaparecer. Ou seja, em longo prazo, o objetivo dos testes é descobrir maneiras de tratar os seres humanos viciados na droga.

A universidade possui um Protocolo Experimental, validado pelo Escritório Federal Suíço de Segurança Alimentar e Veterinária (OSAV, na sigla em inglês) e por um Comitê de Testes em Animais, que autoriza a prática. Mas o documento (óbvio!) não foi suficiente para acalmar a indignação dos ativistas. “Por que nos achamos no direito de viciar, propositalmente, outros seres vivos em cocaína?”, questionam eles.

A Liga Suíça Contra Testes em Animais lançou petição online em que pede que a Universidade de Friburgo “pare imediatamente os testes planejados que envolvem o fornecimento de cocaína aos macacos”, além de mais informações sobre as condições em que esses testes estão sendo feitos nos animais. Em duas semanas, 19 mil assinaturas foram coletadas e agora o documento será enviado ao Grande Conselho de Friburgo e à reitoria da instituição de ensino pedindo medidas imediatas. E aí, Universidade de Friburgo?

Foto: Divulgação



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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