São Paulo é primeira cidade do Brasil a proibir comércio de peles de animais

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02 mar 2016

Após receber abaixo-assinado com cerca de 100 mil assinaturas, a prefeitura de São Paulo atendeu à reivindicação da população da cidade e colocou fim a duas atividades de extrema crueldade animal: a fabricação e venda de foie gras e de peles de animais. A Lei 16.222, que estabelece a medida, foi sancionada em 2015, mas a Associação Nacional de Restaurantes logo conseguiu uma liminar que suspendia a proibição referente ao artigo alimentício, o que gerou dúvida entre os cidadãos: afinal, a proibição do comércio de peles de animais também está suspensa?

Pois a resposta oficial da prefeitura chegou e é superpositiva: “A proibição do comércio de peles já está em vigor na cidade de São Paulo. A Prefeitura vai emitir uma nota por meio de sua assessoria de comunicação deixando isso claro e também vamos correr para publicar a regulamentação desta lei o quanto antes”, esclareceu Robinson Barreirinhas, Secretário de Negócios Jurídicos do governo municipal, em reunião com a Sociedade Vegetariana Brasileira.

Segundo ele, apesar da regulamentação ainda não estar publicada no Diário Oficial, a medida já está valendo, o que significa que os cidadãos já podem (e devem) denunciar o comércio de peles de animais na cidade, caso flagrem a prática por aí. Só falta definir para quem: sim, porque o texto da Lei não define qual orgão municipal ficará responsável pela fiscalização da nova norma. Estava bom demais para ser verdade, né?

Enquanto esse detalhe (#SóQueNão) não é definido, a denúncia pode ser feita aos órgãos que já recebem queixas de maus tratos a animais na cidade de São Paulo. Entre eles:
– o Disque-Denúncia: 181
– a Superintendência do Ibama: (11) 3066-2633
– a Delegacia de Meio Ambiente: (11) 3214-6553

Com a nova Lei, São Paulo se torna a primeira cidade do Brasil a proibir a venda de artigos feitos com peles de animais – como luvas, chapéus, casacos, cobertores e até bichos de pelúcia. Partiu colocar a boca no trombone?



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

  1. sapatos também entram nessa?
    O que irão fazer com todas as peles de boi usados na industria de alimentos?
    vai pro lixo?

  2. Infelizmente, pois pele sintética há por aí aos montes!

  3. Cada vez que leio notícias assim, ao mesmo tempo em que fico contente porque muito está sendo feito á favor aos animais , também fico triste por saber que ainda há pessoas que financiam esses tipos de práticas crueis aos animais, a beleza seja do rosto, corpo, cabelos e até mesmo o vestuário não é beleza e” até mesmo no prato “se por trás há mortes e mortes de inocentes que estão fadados e condenados a morrer para o capricho de muitos. Crueldade não é beleza, aliás, quem se sente com a auto estima lá em cima financiando essas práticas horrendas se engana completamente,tudo que se planta , se colhe nessa vida.Amo os animais!!

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