Que governo que nada! 90% do lixo reciclado no Brasil é graças aos catadores de recicláveis

Que governo que nada! 90% do lixo reciclado no Brasil é graças aos catadores de recicláveis
19 jul 2018

Enquanto a Suécia já recicla 99% do seu lixo e a União Europeia garante a reciclagem ou compostagem de 46% dos resíduos que gera, no Brasil apenas T-R-Ê-S por cento do lixo produzido é reciclado. Uma vergonha, que seria ainda pior se não fossem os nossos catadores de recicláveis!

Pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontou que quase 90% do lixo que é reciclado no Brasil só o é graças ao trabalho desses profissionais, ainda tão pouco reconhecidos (para não dizer NADA reconhecidos) no país.

Segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, existem hoje no Brasil cerca de 800 mil profissionais do tipo em atividade. Ainda assim, trata-se de uma profissão não-regularizada, em que se paga muito mal. Tão mal que a maioria dessas pessoas trabalha um monte e não consegue sequer sair da situação de rua.

E o pior: além de não reconhecer, a maioria das pessoas enxerga com preconceito (quando enxerga!) àqueles que vivem de catar recicláveis nas ruas e prestam um serviço pra lá de importante à sociedade. Já passou da hora de mudar essa realidade, não?

Uma dica para começar a ajudar é o aplicativo Tinder da Reciclagem, uma ferramenta que proporciona “matchs” entre catadores e pessoas e empresas interessadas em descartar materiais recicláveis – como vidro, plástico, papel, móveis e aparelhos eletrônicos.

Desde julho de 2017, quando a ferramenta foi lançada, 300 catadores de mais de 30 cidades do país se cadastraram no aplicativoe afirmam estar trabalhando muito mais graças a ele. A ferramenta já foi, inclusive, premiada pela ONU como uma das 10 maiores inovações tecnológicas do mundo. Para saber mais, clique aquiQuem aí sente orgulho de ser brasileiro nessas horas levanta a mão! \0/ \0/ \0/



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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