Noruega adota prisões sem grade e taxa de detentos reincidentes cai absurdamente

Noruega adota prisões sem grade e taxa de detentos reincidentes cai absurdamente
17 ago 2016

Prisões mais humanas, que de fato priorizam a recuperação dos detentos. Já pensou que sonho? Na Noruega, o conceito não é mais utopia: já virou realidade. Pelo menos 30% das prisões do país já não possuem mais grades – e só 20% dos presos voltam a cometer crimes.

Os dados são do livro Nações Encarceradas, da escritora Baz Dreisinger, que depois de visitar Bastoy, a mais famosa prisão norueguesa sem grades, defende que o mundo todo deve adotar esse tipo de sistema prisional. Já pensou?

As cadeias sem grade funcionam mais ou menos assim: abrigam em média apenas 100 presos, ficam espalhadas por todo o país, a fim de manter os prisioneiros sempre perto de suas famílias e comunidades, e são projetadas para parecer, o máximo possível, com o “mundo externo”.

Os presos não vivem em celas, pelo contrário: moram em minicasas, onde são responsáveis por todas as tarefas domésticas. Além disso, cultivam todo o alimento que consomem e vivem em constante contato com a natureza e os animais – o que, segundo estudos, ajuda a desenvolver a empatia.

Acha que é mamata? Em depoimento ao livro de Dreisinger, um dos detentos de Bastoy diz: “Você pode até pensar que estamos de férias aqui. Mas não: isso é uma prisão. Confie em mim. Nossas vidas pararam: estão congeladas.”

A ideia é que os presos se recuperem e estejam motivados a retomar a vida que deixaram para trás, desconsiderando a opção de voltar ao mundo do crime. “Trate as pessoas como lixo e elas serão sujas. Trate-as como seres humanos e elas vão agir como seres humanos”, diz um supervisor de Bastoy no livro. Faz bastante sentido, não?

Foto: Reprodução/Livro “Nações Encarceradas”



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

  1. TAMBÉM NO BRASIL, ESSAS PRISÕES PODEM SER CONSTRUÍDAS, SÓ QUE NÃO FICA UM DETENTO.

  2. O cara estupra, mata, sequestra, rouba, comete latrocínio, estupra de novo e fica numa boa, com casa bonita, morando perto de animais, pescando, fumando, bebendo, recebendo a família e fazendo sexo com a esposa, uma colônia de férias e os parentes da pessoa que foi estuprada, roubada, morta se ferrando de trabalhar e sofrendo pela perda do ente querido, BEM JUSTO NÃO?

    • O único fato não mencionado foi os delitos que os norueguês cometeram, mas tenho certeza que não foi:
      Trafico
      Roubo seguido de morte
      Estupro …

  3. Iva Freire Diz: agosto 25, 2016 at 9:38 am

    Parece com o Brasil, inclusive esse modelo deveria vir para o Brasil, quem sabe os “meninos”
    ficariam mais “bonzinhos” e não voltariam mais para o crime.

  4. Já temos um assim: São os ladrões no congresso Nacional.

  5. No Brasil, o Método APAC -Associação de Proteção e Assistência aos Condenados não chega a tanto, mas tem um método bem mais humanizado que as prisões comuns (sistema falido), fazendo com que o índice de reincidência no crime caia a níveis bem baixos. Foi criado em São José dos Campos (SP), adotado em Itaúna (MG), de onde se espalhou para todo o Brasil e para vários continentes.

    • Fernando Humberto Diz: agosto 25, 2016 at 5:19 pm

      Luiz Antônio,
      Sou Juiz aposentado. Conheço o método APAC já a alguns anos. Não chega a ser nenhuma maravilha como o sistema norueguês. Mas é um método brasileiro de fazer com que os condenados cumpram a sua pena e possam retornar à sociedade. A condenação tem escopos diversos, como de castigar, de evitar o aumento da criminalidade, mas também de recuperar a pessoa do criminoso. O método APAC a que vc se refere chega a ser tão bem sucedido como o da matéria jornalística.
      Fernando Humberto

  6. João Pedro Diz: agosto 25, 2016 at 11:59 am

    Já pensou aqui no Brasil essas prisões? É o sonho de todos os marginais. Aliás, nem precisaria dessas prisões, deixem os bandidos soltos mesmos, dá menos trabalho pro poder público.

  7. Liliana Bartar Diz: agosto 25, 2016 at 12:02 pm

    Não acredito que os detentos brasileiros vão se recuperar numa dessas prisões. Existem presidiários e presidiários. Agora, trabalhar durante o período de encarceramento para pagar seu próprio custo, isso é imprescindível.

  8. marcos martins machado Diz: agosto 25, 2016 at 1:26 pm

    Que bacana! conte outra agora mas tem que ser do Costinha!

  9. Ricardo Hanna Diz: agosto 25, 2016 at 2:07 pm

    Ué! O Brasil também tem detentos “cumprindo pena” (rá!,rá!,rá!) em condomínios de luxo a beira-mar (não é o Fernandinho) e em quintas no campo. Os nórdicos chegaram atrasados. Logo, logo, vai ter mais safados cumprindo pena em triplex ou em sítio de amigos. E, garanto, deverão se regenerar após tão penosa privação…

  10. Se for no Brasil, tem que ser no meio da amazonas entre os animais e a natureza selvagem

  11. Já temos no Brasil, a prisão domiciliar pra quem tem muito dinheiro desviado do povo.E com todo luxo que o dinheiro alheio pode comprar.

  12. Ignorante adora dar pitaco. Mal sabem os ignorantes que o preso brasileiro IMPLORA para trabalhar. Ele faz isso não apenas para remir sua pena, mas também para não pirar na inércia dentro de um ambiente hostil. Pois é. Não à toa temos um país tão violento: justamente aqueles que se dizem corretos são os primeiros a quererem usar o Direito Penal enquanto instrumento DE VINGANÇA. Se os “corretos” são assim… Fato: não basta serem ignorantes: são também barbáricos!!! Eita! Estão no país que merecem ter. Bando de chucros!

  13. #PartiuNoruega!!!

  14. luis antonio Diz: agosto 25, 2016 at 6:06 pm

    gostei da resposta do Paulo eles fazem o que quiserem ainda que ter luxo

  15. Eu acredito que funciona aqui também, não somos piores que nenhum povo do mundo, a criminalidade aqui é grande porque a criança já nasce acreditando que brasileiro não presta e que vai virar bandido quando crescer, porque esta é nossa cultura, e isso não é verdade, ser humano é igual em todo lugar.

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