Goiânia ganha geladeira pública que alimenta moradores em situação de rua

Goiânia ganha geladeira pública que alimenta moradores em situação de rua
30 set 2015

Era noite quando o empresário Fernando Barcelos, de Goiânia, foi abordado por uma mãe, com um recém-nascido nos braços, que implorava por um prato de comida. Para o homem, a situação foi além do incômodo habitual que qualquer ser humano sentiria ao passar por um episódio como esse. Ele decidiu, naquele momento, transformar sua dó em ação e mexer-se para ajudar a mudar a realidade dos inúmeros moradores em situação de rua que passam fome nas ruas da capital goiana.

Foi assim que surgiu a iniciativa Geladeira Solidária, uma geladeira pública, instalada no meio da rua, que oferece alimentos gratuitos à população.

Como? Tudo funciona na base da confiança! A geladeira fica destrancada 24 horas por dia: qualquer um pode abri-la para colocar ou retirar alimentos. As únicas regras são ter bom senso, etiquetar as comidas com data de validade e não doar bebidas alcoólicas, nem carnes cruas.

A geladeira foi instalada em setembro, mas já está fazendo sucesso na cidade. “A noite é muito difícil na rua. Os restaurantes que nos ajudam já estão fechados e as pessoas têm receio de se aproximar da gente”, conta, em entrevista ao G1, Washington Gomes, morador em situação de rua que já usou algumas vezes a geladeira pública. Entre os alimentos que conseguiu estão frutas, pizza e até uma marmita deixada por alguém disposto a ajudar.

Segundo os administradores da geladeira, embora o acesso seja liberado, percebe-se que só quem realmente está em situação de necessidade abre o eletrodoméstico para pegar algo para comer. Num país onde toneladas de alimentos são desperdiçados todos os anos (enquanto muitas pessoas, infelizmente, ainda passam fome), trata-se de uma iniciativa e tanto para ser replicada em outras regiões do Brasil, não?

Foto: Reprodução/Ricardo Rafael/O Popular



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

  1. Gostei da idéia ! Mas tenho uma dúvida: como evitar que pessoas que não precisam se aproveitem e comecem a viver na rua pra não ter que trabalhar?
    Isso não atrapalharia quem realmente precisa ?

    • SUA DÚVIDA NÃO AJUDA A NINGUÉM

    • A rigor, ninguém mora na rua por querer. Morar na rua envolve suportar intempéries, não ter onde fazer as necessidades e limpar-se, não ter sossego para dormir, não ter conforto e não poder ter bens. Há pessoas que não gostam de trabalhar, isso é fato, e alguns que romantizam a vida sem vínculos e compromissos, mas na dura mesmo todos gostam de segurança e conforto.

      • Isso mesmo Mariana. Acho que se queremos ajudar pessoas que vivem na rua e e que não tem recurso para comprar o alimento do dia a dia, não podemos pensar que um ou outro vai se aproveitar.Temos que fazer e pronto

    • Amigo repeito o teu ponto de vista , mas se a pessoa se aproveita disso (de má fé ) ele ta mais necessitado do que os que estão na condição real , as coisas não devem ser feitas visando que vão ter aproveitadores … as coias devem ser feitas pelo motivo que acreditamos, se de dez pessoas ajudadas 8 forem realmente o que precisam o projeto já deu certo , até mesmo se fosse somente um … Amigo mas uma vez digo que respeito teu ponto de vista , mas se for pensar no lado ruim do comportamento humano você deixa de fazer o que seu lado bom tem vontade.

  2. Alguém sabe dizer em que lugar foi colocada a geladeira? Tenho interesse em ajudar de alguma forma.

  3. Gente. Vamos resolver o problema. Isso é “enrolation” é perpetuar a fome, a pobreza, a miséria. Precisamos é de políticas públicas que extermine essas situações de excessão. Precisamos é acabar com os políticos “ostentação” que roubam o povo e não são condenados exemplarmente, se perpetuando no poder e perpetuando o peculato (conduta delituosa quando o funcionário apropria-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão da função, ou o desvia em proveito próprio ou alheio).
    Educação pública de qualidade, Saúde pública de qualidade, Transporte público de qualidade… e por aí vai. Só a grana que desviaram da Petrobrás daria para resolver duas vezes ou mais os problemas que o país vem enfrentando.
    Acordem pelo amor de Deus.
    Esse tipo de atitude é bonitinha mas não resolve a verdadeira questão.
    Para nossa reflexão posto a letra de música dos Titãs que diz:

    “Comida”
    Titãs

    Bebida é água!
    Comida é pasto!
    Você tem sede de quê?
    Você tem fome de quê?

    A gente não quer só comida
    A gente quer comida, diversão e arte
    A gente não quer só comida
    A gente quer saída para qualquer parte

    A gente não quer só comida
    A gente quer bebida, diversão, balé
    A gente não quer só comida
    A gente quer a vida como a vida quer

    Bebida é água!
    Comida é pasto!
    Você tem sede de quê?
    Você tem fome de quê?

    A gente não quer só comer
    A gente quer comer e quer fazer amor
    A gente não quer só comer
    A gente quer prazer pra aliviar a dor

    A gente não quer só dinheiro
    A gente quer dinheiro e felicidade
    A gente não quer só dinheiro
    A gente quer inteiro e não pela metade

    Bebida é água!
    Comida é pasto!
    Você tem sede de quê?
    Você tem fome de quê?

    A gente não quer só comida
    A gente quer comida, diversão e arte
    A gente não quer só comida
    A gente quer saída para qualquer parte

    A gente não quer só comida
    A gente quer bebida, diversão, balé
    A gente não quer só comida
    A gente quer a vida como a vida quer

    A gente não quer só comer
    A gente quer comer e quer fazer amor
    A gente não quer só comer
    A gente quer prazer pra aliviar a dor

    A gente não quer só dinheiro
    A gente quer dinheiro e felicidade
    A gente não quer só dinheiro
    A gente quer inteiro e não pela metade

    Diversão e arte
    Para qualquer parte
    Diversão, balé
    Como a vida quer
    Desejo, necessidade, vontade
    Necessidade, desejo, eh!
    Necessidade, vontade, eh!

  4. Que iniciativa notável! Felicito também a jornalista Débora pela explanação!

  5. Parabéns pela iniciativa do empresário e também por compartilhar esta matéria Débora! Chegou a informação até Belo Horizonte/MG!

  6. Eu achei essa ideia muito criativa porém, como impedir que um criminoso resolva por uma comida envenenada só por maldade, já que hoje em dia tem pessoas que matam por nada!

  7. Entendo que não resolve o problema, porém vamos fazer onque estiver ao nosso alcance pra ajudar os mais necessitados, já que foge do nosso controle a política, vamos agir com solidariedade e amor, e lembrando que os reais responsáveis por permitir essa miséria e os demais problemas no nosso Brasil, um dia terão o deles, o que é deles estão guardado, então me refiro suas contas bancárias gordas e sim o juízo de Deus que virá sobre a terra.. Aí daqueles que abusam do poder, aí daqueles que sabem e podem fazer o bem e não fazem… Deus é fiel e Justo!

  8. […] mostramos aqui, aqui e aqui alguns lugares que adotaram a “geladeira comunitária” para evitar o desperdício […]

  9. Ideia simples e eficaz! No restaurante aqui do bairro sabemos que nem os funcionários podem levar os restos de comida pra casa, é tudo reaproveitado ou posto no lixo. Talvez tanto desperdício pudesse ser coibido com leis específicas.

  10. UM BELO PROJETO!PARABÉNS- QUE SE ESPALHE PELO BRASIL.

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