EUA liberam homens gays para doar sangue

EUA liberam homens gays para doar sangue
02 jan 2015

Boa notícia diretamente da terra do Tio Sam! A FDA, Agência de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, suspendeu a regra que proibia homens gays e bissexuais de doarem sangue no país.

Em comunicado público, a agência disse que decidiu acabar com a norma – criada em 1983, no início da epidemia de Aids – após “examinar e ponderar cuidadosamente evidências científicas” que mostram que a orientação sexual de uma pessoa não deve ser considerada fator de risco para a doação de sangue.

Apesar disso, a FDA manteve uma restrição: assim como acontece no Brasil, para serem autorizados a doar sangue, os homens não podem ter se relacionado sexualmente com nenhum parceiro do mesmo sexo nos últimos 12 meses. Há quem defenda a regra, alegando que é uma questão de segurança, mas muitos especialistas a consideram preconceituosa. Para eles, os critérios para decidir se uma pessoa pode ou não ser doadora devem ser os mesmos para homossexuais e heterossexuais. E você, o que acha?

Opiniões a parte, a mudança deve causar impacto positivo nos bancos de sangue dos EUA. Pesquisa feita pelo Instituto Williams, da Universidade da Califórnia, apontou que, com a contribuição dos homens gays e bissexuais, os índices de doação de sangue podem aumentar entre 2% e 4% no país, já a partir de 2015. É ou não é uma boa notícia?

Foto: Divulgação



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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