Criadouros ilegais obrigam cadelas a cruzar a cada cio (cinco vezes mais do que o recomendado)

Criadouros ilegais obrigam cadelas a cruzar a cada cio (cinco vezes mais do que o recomendado)
19 abr 2018

Dezesseis. Esse é o número médio de vezes a que cadelas são obrigadas a cruzar em criadouros não-profissionais ao longo de três anos. O recomendado pela União Internacional Protetora dos Animais, para garantir que as cachorrinhas deem à luz de forma saudável, sem prejudicar sua saúde e a de seus fihotes? Três (!!).

Ou seja, expõe-se os animais a cinco vezes mais cruzamentos do que o aconselhado por veterinários, unicamente, para ganhar dinheiro. Como consequência, as fêmeas apresentam diversos sintomas de esgotamento físico – como anemia, osteoporose, perda de dentes e alterações renais e hepáticas – e, claro, passam a dar à luz filhotes cada vez menos saudáveis.

E não é só: além de terem que suportar, numa frequência absurda, as dores e cansaço dos partos, essas fêmeas são submetidas a aparelhos de tortura – na falta de palavra melhor! – que visam facilitar – para os donos dos criadouros, claro! – o parto e cruzamento das cadelas. Veja algumas fotos abaixo!

Enquanto isso, dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação assustam: na última década, o mercado pet cresceu três vezes mais do que a economia brasileira e deve se expandir ainda mais – o que significa, para bons entendedores, aumento também nos casos de maus-tratos nos criadouros.

Se você procurava por motivos para adotar um bichinho, em vez de comprar animais de raça – ou seja, em vez de comprar VIDAS –, encontrou vários em apenas alguns parágrafos.

Animais sendo tratados como máquinas de fazer filhotes para suprir a ganância do ser humano. Até quando?



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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