Compra da AliExpress vem com denúncia de escravidão

Compra da AliExpress vem com denúncia de escravidão
28 out 2014

Eu sou escravo. Me ajude.” É o que dizia (em um inglês meio torto) o bilhete que Sandra Miranda, moradora de Águas Claras, em Brasília, recebeu junto com a encomenda de uma blusa, comprada no site chinês AliExpress.

Famoso por vender produtos de todos os tipos (de roupas e jóias a eletrônicos e artigos para decorar o jardim), com preços muito mais baratos do que os oferecidos pelo mercado brasileiro, o site está fazendo sucesso no país. Mas, além de receber em casa as encomendas que comprou, o consumidor corre o risco de ganhar de brinde um choque de realidade, como foi o caso de Sandra.

Denúncias de trabalho escravo são comuns em lojas que vendem produtos a preços muito mais baratos que o restante do mercado (afinal, em algum momento da cadeia, a empresa precisa lucrar para oferecer tal benefício ao consumidor, não?). Chocada com o bilhete que recebeu, a família de Sandra compartilhou a história no Facebook para alertar outros compradores do site chinês. O post teve milhares de compartilhamentos.

Em nota, a AliExpress – que pertence ao grupo Alibaba – se comprometeu a apurar o caso e disse que “se algum vendedor for pego utilizando práticas proibidas de contratação de mão-de-obra, será investigado e denunciado às autoridades”. Vale ficar de olho!

O consumo de trabalho escravo (infelizmente) é mais comum do que imaginamos. Quer saber quantos escravos trabalham todos os dias para você? Faça o teste aqui e prepare-se para ficar chocado!

Foto: Reprodução/Facebook



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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