Suécia utiliza calor da nuvem para gerar energia limpa e aquecer água da população

Suécia utiliza calor da nuvem para gerar energia limpa e aquecer água da população
04 jan 2018

Quando falamos sobre internet e armazenamento de informações, a todo o momento aparece o termo “nuvem“. Isso porque seus dados estão todos guardados lá: um espaço físico, que armazena informações dos usuários em diversos servidores e que, dá para imaginar, é bastante quente, uma vez que para funcionar são necessárias várias máquinas. Em Estocolmo, na Suécia, todo esse calor deixou de ser desperdiçado e está sendo convertido em energia.

Em um ambiente de nuvem, normalmente, são usados refrigeradores e ventiladores para esfriar o local manter os computadores em bom funcionamento. Ou seja, o calor é anulado. Um desperdício, não? A Suécia conseguiu pensar diferente e está utilizando todo esse calor para um fim bastante nobre!

Uma investigação da BBC constatou que o país não utiliza os labirintos de servidores apenas para hospedar informação. O calor que essas estruturas liberam ajuda a aquecer 2,5 mil casas na cidade – e este número deve aumentar exponencialmente até 2035.

O projeto é chamado de Stockholm Data Parks – Parques de Dados de Estocolmo, em português – e é fruto de uma parceria com o governo e entidades locais. Entre elas, a Fortum Värme, agência local de aquecimento e refrigeração.

O esquema de manutenção da temperatura e transporte do calor pode parecer complicado, mas é simples. A água fria entra nos centros de dados por meio de canos e é usada para criar o ar frio que evita o superaquecimento dos servidores. Depois, a mesma água, que acabou sendo aquecida no processo, volta para os canos e segue para as dependências da agência Fortum, que a  distribui para o aquecimento dos moradores.

Um dos principais incentivos para as empresas se juntarem ao programa é financeiro – elas vendem o calor residual. Outros países como EUA, Canadá e França estão adotando o método e tudo indica que a Suécia também adotará a iniciativa no restante do território. De fato, a ideia tem chamado a atenção e o número de colaboradores e investidores está crescendo. Navegação online pode gerar água quente, quem diria…

Foto: Divulgação/Ericsson


 


Mattheus Goto
Mattheus Goto

Estudante de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, repórter na COP 23, estagiário no The Greenest Post e apaixonado por música, arte e histórias de vida.

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