Chile é primeiro país da América Latina a proibir uso de sacolas plásticas

Chile é primeiro país da América Latina a proibir uso de sacolas plásticas
12 jan 2018

Não tem choro nem vela! No Chile, o uso de sacolas plásticas já está proibido em mais de 100 cidades e vilarejos ao longo da costa do país. O motivo é um só: tentar acabar com a poluição ambiental e com a matança de animais marinhos que acontece por conta do uso indiscriminado e descarte irresponsável das sacolinhas.

Segundo estudo realizado pela revista Science, oito milhões de toneladas de resíduos plásticos são jogadas nos oceanos todos os anos. Grande parte delas, além de contaminar os ecossistemas marinhos, matam os animais que por vezes ficam presos nas sacolinhas e são estrangulados por elas – ou ainda que as ingerem achando que se tratam de algum alimento.

Com a adoção da medida, o Chile ganha o nobre título de primeiro país da América Latina a proibir o uso de sacolas plásticas. A lei foi assinada em 2017 pela presidente Michelle Bachelet e prevê multa de até US$ 300 para quem desobedecer a nova norma.

A atitude, claro, é louvável, mas importante destacar que o Chile tem uma importante motivação econômica para tomá-la: isso porque o país é o maior exportador de salmão para o mercado brasileiro, além de vender em demasia outras espécies para o mundo – como mexilhão e truta arco-íris. Em 2016, os pescados representaram mais de 7,5% das exportações chilenas. Logo, manter seus ecossistemas marinhos preservados é também uma questão de dinheiro para o país.

Ao redor do mundo, Irlanda, Escócia, Dinamarca, Alemanha, Portugal e Hungria também já impuseram leis para as sacolas plásticas, obrigando os consumidores a pagarem por elas, numa tentativa de estimular seu consumo consciente.

Enquanto isso, no Brasil… nenhuma medida muito concreta foi tomada. Até quando?



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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