Africana invade Maratona de Paris com balde na cabeça para alertar sobre falta de água

Gambian woman Siabatou Sanneh displays a sandwich board which translates as "In Africa women walk this distance each day for drinking water" as she carries a jerrycan of water on her head while walking the route of the 39th Paris Marathon in Paris, on April 12, 2015, to raise awareness for the cause of charity "Water for Africa".    Siabatou Sanneh's symbolic participation in the 39th Paris Marathon while carrying a jerrycan of water on her head was to raise awarness of the plight of many people living in Africa who must walk great distances each day to obtain drinking water. AFP PHOTO / THOMAS SAMSON
02 jul 2015

Se viver em tempos de crise hídrica, com água limpa faltando na torneira vez ou outra, já está sendo difícil para muitos brasileiros, dá para imaginar como é morar em um lugar onde, desde sempre, só há água potável a quilômetros de distância?

Possivelmente, nunca conseguiremos ter a dimensão do sofrimento que é viver uma vida inteira sem acesso à água limpa, mas a Water for Africa, em parceria com a agência Ogilvy Paris, inovou para tentar aproximar o mundo, o máximo possível, das cerca de 768 milhões de pessoas – quase quatro vezes a população inteira do Brasil (!) – que vivem sem água potável.

A organização convidou a africana Siabatou Sanneh, que vive em Gambia, para participar da Maratona de Paris, que aconteceu em abril na capital da França.

A mulher, no entanto, não era apenas mais uma na massa de corredores: com um balde de água de 20 kg na cabeça e uma placa que dizia “Na África, mulheres percorrem essa distância, todos os dias, para ter acesso à água potável“, Sanneh estava ali para mostrar que o desafio que, para alguns, ocorre apenas uma vez por ano, é enfrentado diariamente por milhares de pessoas – não para ganhar medalhas, mas sim para sobreviver.

A ideia era chamar a atenção da multidão e incentivá-la a ajudar a encurtar essa “caminhada pela água”, a partir de doações para a Water for Africa. E não é que deu certo? Sanneh foi aplaudida por todos os corredores que passavam por ela, virou destaque nos jornais e revistas mais importantes do mundo e conseguiu angariar dinheiro suficiente para que a Water for Africa construísse cinco poços artesianos na região onde mora.

Assista, abaixo, ao vídeo da iniciativa!

Foto: Divulgação/Water for Africa



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

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