A marca de roupas que só emprega mulheres indianas que são reféns da indústria do sexo

A marca de roupas que só emprega mulheres indianas que são reféns da indústria do sexo
13 mar 2018

Ter sido forçada a, ainda criança, abandonar os estudos para trabalhar na indústria do sexo é requisito fundamental para ser contratada pela marca de roupas Anchal Project. Criada pelas irmãs Colleen Clines e Maggie Clines, a iniciativa surgiu com o propósito de ajudar as cerca de três milhões de mulheres indianas que são, atualmente, reféns da prostituição no país.

Para tanto, já contratou mais de 100 profissionais nas mais diferentes áreas da confecção – desde o tingimento e criação das estampas até a costura e acabamento final. E o mais bacana é que a marca não se limita a “apenas” oferecer emprego a essas mulheres, mas também apoio psicológico e cursos de educação financeira para conseguirem independência econômica. Até mesmo os filhos dessas mulheres recebem apoio por meio de parcerias com ONGs, como a Anoothi, que atua em prol das crianças que já nascem imersas neste mundo da prostituição.

De tão impactante, a iniciativa já foi reconhecida pelo Global Impact Awards do Google e, com o dinheiro do prêmio, conseguiu triplicar de tamanho, ajudando ainda mais mulheres a se empoderarem e reescreverem suas histórias.

Também quer ajudar? As peças da Anchal Projectmuitas delas feitas com matéria-prima orgânica – estão à venda no site da marca e as encomendas são entregues em diferentes países, inclusive no Brasil. Um presente e tanto – para quem compra e também para quem faz!

Foto: Divulgação



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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